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Antes de calcularmos integrais duplas sobre regiões gerais, não retangulares, observemos que uma integral dupla pode envolver linites de integração não constantes. Por exemplo, podemos ter
| (3.35) |
ou
| (3.36) |
| (3.37) | ||||
| (3.38) | ||||
| (3.39) | ||||
| (3.40) |
| (3.41) | ||||
| (3.42) | ||||
| (3.43) | ||||
| (3.44) | ||||
| (3.45) |
Vamos separar as regiões de integração em dois tipos: regiões do tipo I e regiões do tipo II.
Uma região do plano é dita do tipo I se ela for limitada à esquerda e à direita por retas verticais e , e limitada abaixo e acima por curvas e , respectivamente. Neste caso, a integral dupla de uma função sobre a região pode ser expressa como
| (3.46) |
Vamos calcular a integral dupla da função sobre a região limitada pelas curvas , , e . Consultemos a Figura 3.3 para a ilustração da região .
A integral dupla sobre a região é dada por
| (3.47) | |||
| (3.48) | |||
| (3.49) | |||
| (3.50) | |||
| (3.51) |
Uma região do plano é dita do tipo II se ela for limitada abaixo e acima por retas horizontais e , e limitada à esquerda e à direita por curvas e , respectivamente. Neste caso, a integral dupla de uma função sobre a região pode ser expressa como
| (3.52) |
Vamos calcular a integral dupla da função sobre a região limitada pelas curvas , , e . Consultemos a Figura 3.4 para a ilustração da região .
A integral dupla sobre a região é dada por
| (3.53) | |||
| (3.54) | |||
| (3.55) | |||
| (3.56) |
Em muitos casos, o tipo de região (I ou II) não é imediatamente identificável. Nesses casos, é útil desenhar a região de integração e determinar os limites de integração com base nas curvas que a delimitam.
Vamos calcular a integral dupla da função sobre a região limitada pelas curvas e . Consultemos a Figura 3.5 para a ilustração da região .
Observemos que a região é do tipo I, pois é limitada à esquerda e à direita pelas retas verticais e , e limitada acima e abaixo pelas curvas e , respectivamente. Logo, a integral dupla sobre a região é dada por
| (3.57) | |||
| (3.58) | |||
| (3.59) | |||
| (3.60) |
Vamos calcular a integral dupla da função sobre a região limitada pelas curvas , e . Consultemos a Figura 3.6 para a ilustração da região .
Esta região pode ser identificada como do tipo II, pois é limitada abaixo e acima pelas retas horizontais e , e limitada à esquerda e à direita pelas curvas e , respectivamente. Logo, a integral dupla sobre a região é dada por
| (3.61) | |||
| (3.62) | |||
| (3.63) | |||
| (3.64) | |||
| (3.65) | |||
| (3.66) |
Observemos que a região do Exemplo 3.2.5 também poderia ser identificada como a união disjunta de duas regiões do tipo I, e . Consultemos o seguinte exemplo.
Vamos voltar ao cálculo da integral dupla da função sobre a região limitada pelas curvas , e . Esta integral foi calculada considerando a região como do tipo II. Agora, vamos calcular a mesma integral considerando a região como a união disjunta de duas regiões do tipo I, e . Ou seja, temos que a integral dupla sobre a região pode ser expressa como
| (3.67) |
Consultemos a Figura 3.7 para a ilustração da região particionada em e .
A região é limitada à esquerda e à direita pelas retas verticais e , e limitada acima e abaixo pelas curvas e , respectivamente. Logo, a integral dupla sobre a região é dada por
| (3.68) | |||
| (3.69) | |||
| (3.70) | |||
| (3.71) | |||
| (3.72) | |||
| (3.73) | |||
| (3.74) |
A região é limitada à esquerda e à direita pelas retas verticais e , e limitada acima e abaixo pelas curvas e , respectivamente. Logo, a integral dupla sobre a região é dada por
| (3.75) | |||
| (3.76) | |||
| (3.77) | |||
| (3.78) | |||
| (3.79) | |||
| (3.80) |
O volume de um cilíndro circular reto de raio e altura pode ser calculado como a integral dupla da função sobre a do plano limitada pelo círculo .
Neste caso, considerando como uma região do tipo I, temos que a integral dupla sobre a região é dada por
| (3.82) | |||
| (3.83) | |||
| (3.84) |
A integral acima pode ser calculada usando a substituição trigonométrica , , com . Assim, temos
| (3.85) | |||
| (3.86) | |||
| (3.87) | |||
| (3.88) | |||
| (3.89) | |||
| (3.90) | |||
| (3.91) |
Como esperado, o volume do cilindro é dado por . Ainda, poderíamos ter calculado considerando a região como uma região do tipo II. Verifique!
Calcule:
| (3.92) | ||||
| (3.93) |
a) ; b) .
Calcule a integral dupla da função sobre a região limitada pelas curvas , e .
Calcule a integral dupla da função sobre a região limitada pelas curvas , , e .
Considere a integral dupla da função sobre a região limitada pelas curvas , e . Calcule:
A integral dupla considerando a região como do tipo I.
A integral dupla considerando a região como a união disjunta de duas regiões do tipo II.
Os resultados são iguais? Por quê?
a) ; b) . Os resultados são iguais pela propriedade de partição da região de integração.
Calcule o volume do sólido limitado pelo cilindro e pelos planos e .
.
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