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Um ponto é um mínimo local de uma função se para todos os pontos em uma vizinhança aberta de . Analogamente, um ponto é um máximo local de uma função se para todos os pontos em uma vizinhança aberta de . Os máximos e mínimos locais de uma função são chamados de extremos locais111Extremos locais também são chamados de extremos relativos. de . Consultemos a Figura 2.7.
Um ponto de máximo global de uma função é um ponto tal que para todos os pontos do domínio de . Analogamente, um ponto de mínimo global da função é um ponto tal que para todos os pontos do domínio de . Pontos de máximo e mínimo global são chamados de extremos globais222Extremos globais também são chamados de extremos absolutos. de .
Se é contínua em uma região fechada e limitada , então possui um máximo global e um mínimo global em .
A demonstração foge aos objetivos destas notas de aula. Consulte, por exemplo, [2]. ∎
Notemos que é esperado que as retas tangentes à uma superfície suave em um ponto extremo local sejam horizontais em qualquer direção. Consultemos a Figura 2.8. Tendo em vista que a derivada direcional de na direção e sentido de um vetor unitário é dada por
| (2.266) |
temos que para que as retas tangentes à superfície sejam horizontais, basta que o vetor gradiente de seja nulo no ponto extremo local.
Se possui um extremo local em e se as derivadas parciais de existem neste ponto, então
| (2.267) | |||
| (2.268) |
A demonstração foge aos objetivos destas notas de aula. Consulte, por exemplo, [2]. ∎
Considere a função . Temos que
| (2.269) | |||
| (2.270) |
O ponto satisfaz e , mas não é um ponto extremo local de . Trata-se de um ponto de sela, como podemos verificar na Figura 2.9.
Temos, portanto, que a condição e é necessária, mas não suficiente, para que seja um ponto extremo local de . Ainda, se uma ou ambas as derivadas parciais de não existem em , então também pode ser um ponto extremo local de .
A função possui um mínimo local em , mas as derivadas parciais de não existem neste ponto. Consultemos a Figura 2.10.
Com base nas observações acima, definimos um ponto crítico de uma função como um ponto tal que e ou tal que uma ou ambas as derivadas parciais de não existem em .
Se uma função tiver um extremo global em um ponto interior de seu domínio, então este ponto é um ponto crítico de .
O seguinte teorema fornece um teste para classificar os pontos críticos de uma função .
Seja uma função com derivadas parciais de segunda ordem contínuas em uma vizinhança de um ponto crítico . Definimos
| (2.271) |
Então, temos:
Se e , então possui um mínimo local em .
Se e , então possui um máximo local em .
Se , então é um ponto de sela de .
Se , o teste é inconclusivo.
A demonstração foge aos objetivos destas notas de aula. Consulte, por exemplo, [2]. ∎
Vamos localizar e classificar todos os pontos críticos da função
| (2.272) |
Consultemos o gráfico da superfície é apresentado na Figura 2.11.
Calculamos as derivadas parciais de primeira ordem de
| (2.273) | |||
| (2.274) |
Como ambas são contínuas, os pontos críticos são obtidos igualando as derivadas parciais a zero, obtendo o sistema
| (2.275) | |||
| (2.276) |
Resolvendo o sistema, obtemos e (verifique). Portanto, é o único ponto crítico de . Para classificá-lo, calculamos as derivadas parciais de segunda ordem de
| (2.277) | |||
| (2.278) | |||
| (2.279) |
Avaliando no ponto crítico , temos
| (2.280) | |||
| (2.281) |
Como e , concluímos que possui um mínimo local em .
Vamos localizar e classificar todos os pontos críticos da função
| (2.282) |
Consultemos o gráfico das linhas de nível dessa função na Figura 2.12.
Começamos calculando as derivadas parciais de primeira ordem de
| (2.283) | |||
| (2.284) |
Como ambas são contínuas, os pontos críticos são obtidos igualando as derivadas parciais a zero, obtendo o sistema
| (2.285) | |||
| (2.286) |
Resolvendo o sistema, obtemos e e e (verifique). Portanto, os pontos críticos de são , , e . Para classificá-los, calculamos as derivadas parciais de segunda ordem de
| (2.287) | |||
| (2.288) | |||
| (2.289) |
Avaliando os pontos críticos, podemos organizar a Tabela 2.2 contendo a classificação dos pontos críticos de .
| Ponto crítico | Classificação | |||
|---|---|---|---|---|
| 6 | 6 | 36 | Mínimo local | |
| 6 | -6 | -36 | Ponto de sela | |
| -6 | 6 | -36 | Ponto de sela | |
| -6 | -6 | 36 | Máximo local |
Vamos determinar valor máximo da função
| (2.290) |
restrita à região fechada e limitada . Consultemos o gráfico da superfície é apresentado na Figura 2.13.
Primeiramente, vamos determinar os pontos críticos de nos pontos interiores da região . Calculamos as derivadas parciais de primeira ordem de
| (2.291) | |||
| (2.292) |
Como ambas são contínuas, os pontos críticos são obtidos igualando as derivadas parciais a zero, obtendo o sistema
| (2.293) | |||
| (2.294) |
Resolvendo o sistema, obtemos e (verifique). Portanto, é o único ponto crítico de nos pontos interiores da região . Para classificá-lo, calculamos as derivadas parciais de segunda ordem de
| (2.295) | |||
| (2.296) | |||
| (2.297) |
Avaliando no ponto crítico , temos
| (2.298) | |||
| (2.299) |
Como , o teste da segunda derivada é inconclusivo. Por outro lado, podemos observar na Figura 2.13 que é um ponto de sela de . Isto pode ser confirmado estudando o sinal de e de em uma vizinhança de (verifique).
Até aqui, podemos concluir que a função não possui extremos locais em pontos interiores da região . Como a região é fechada e limitada, o teorema do valor extremo (Teorema 2.5.1) garante que possui extremos globais em . Portanto, devemos estudar o comportamento de na fronteira da região . A fronteira de é composta por quatro segmentos de reta e vamos estudar o comportamento de em cada um deles:
, com
A função restrita a este segmento de reta é
| (2.300) |
Os pontos extremos globais de neste segmento de reta são:
| (2.301) | |||
| (2.302) |
Verifique!
, com
A função restrita a este segmento de reta é
| (2.304) |
Os pontos extremos globais de neste segmento de reta são:
| (2.305) | |||
| (2.306) |
Verifique!
, com ;
A função restrita a este segmento de reta é
| (2.308) |
Os pontos extremos globais de neste segmento de reta são:
| (2.309) | |||
| (2.310) |
Verifique!
, com .
A função restrita a este segmento de reta é
| (2.312) |
Os pontos extremos globais de neste segmento de reta são:
| (2.313) | |||
| (2.314) |
Verifique!
Na Tabela 2.3, organizamos os resultados obtidos acima. A partir desta tabela, podemos concluir que o valor máximo global de na região é , que ocorre nos pontos de fronteira , , e que o valor mínimo global de na região é , que ocorre nos pontos e .
| Classificação | ||
|---|---|---|
| Valor máximo global | ||
| Valor mínimo global | ||
| -x- | ||
| Valor mínimo global | ||
| Valor máximo global | ||
| -x- | ||
| -x- | ||
| -x- | ||
| -x- |
Uma fabricante de caixas retangulares sem tampa deseja construir uma caixa com volume de centímetros cúbicos. O custo do material para a base da caixa é de por centímetro quadrado. O custo do material para os dois lados de dimensões por é de por centímetro quadrado e o custo do material para os dois lados de dimensões por é de por centímetro quadrado. Determine as dimensões da caixa que minimizam o custo do material.
Seja a largura da caixa, o comprimento da caixa e a altura da caixa. O volume da caixa é dado por
| (2.316) |
O custo do material para a base da caixa é dado por
| (2.317) |
e o custo do material para os lados da caixa é dado por
| (2.318) |
Portanto, o custo total do material é dado por
| (2.319) |
Substituindo na equação acima, temos
| (2.320) | |||
| (2.321) |
Para minimizar o custo total do material, devemos encontrar os pontos críticos de . Calculamos as derivadas parciais de primeira ordem de
| (2.322) | |||
| (2.323) |
Igualando as derivadas parciais a zero, obtemos o sistema
| (2.324) | |||
| (2.325) |
Resolvendo o sistema, obtemos e (verifique). Para aplicar o teste da segunda derivada, calculamos
| (2.326) | |||
| (2.327) | |||
| (2.328) |
No ponto crítico , temos
| (2.329) | |||
| (2.330) |
Como e , o custo possui um mínimo local em . Portanto, as dimensões da caixa que minimizam o custo do material são centímetros, centímetros e centímetros.
Calcule e classifique os pontos críticos da função
| (2.331) |
O único ponto crítico de é , que é um mínimo local.
Calcule e classifique os pontos críticos da função
| (2.332) |
O único ponto crítico de é , que é um ponto de sela.
Calcule e classifique os pontos críticos da função
| (2.333) |
: ponto de máximo local; : ponto de sela.
Calcule e classifique os pontos críticos da função
| (2.334) |
: ponto de máximo local; : ponto de sela; : ponto de sela; : ponto de mínimo local.
Determine os pontos e os valores máximo e mínimo globais da função
| (2.335) |
limitada à região .
: valor mínimo global ; : valor máximo global .
Determine as dimensões da caixa retangular sem tampa de volume centímetros cúbicos e cuja construção requeira uma quantidade mínima de material.
Largura ; comprimento ; altura .
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