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2.1 Combinação linear
Dados vetores , , , e números reais , , , , com inteiro positivo, chamamos de
(2.1)
uma combinação linear de , , , . Neste caso, também dizemos que é gerado pelos vetores , , , ou, equivalentemente, que esses vetores geram o vetor .
Exemplo 2.1.1.
Sejam dados os vetores , , e . Então, temos:
a)
é uma combinação linear dos vetores e .
b)
é outra combinação linear dos vetores e .
c)
é uma combinação linear dos vetores , e .
d)
é uma combinação linear do vetor .
2.1.1 Interpretação geométrica
Combinação linear e vetores paralelos
Se é uma combinação linear não nula de apenas, então é paralelo a . De fato, se
(2.2)
com , então, pela definição da multiplicação por escalar, tem a mesma direção de . Em outras palavras, temos a seguinte proposição. Consultemos a Figura 2.1.
Figura 2.1: Combinação linear de vetores paralelos.
Proposição 2.1.1.(Combinação de vetores paralelos)
Se são vetores não nulos tais que
(2.3)
com escalares não simultaneamente nulos, então .
Demonstração.
Sem perda de generalidade, vamos assumir que . Assim, temos que
(2.4)
o que mostra que tem a mesma direção de .
∎
Observação 2.1.1.(Vetores paralelos têm combinação não trivial)
A recíproca da Proposição 2.1.1 é válida, isto é, se e ambos são não nulos, então existem escalares não simultaneamente nulos tais que
Se é uma combinação linear não nula de e , então é coplanar a esses vetores. De fato, temos
(2.6)
com escalares . Se pelo menos um dos , , ou é nulo, então , e são coplanares. Caso todos sejam não nulos, os vetores e determinam um plano e um paralelogramo . Segue que
(2.7)
(2.8)
(2.9)
Concluímos que , e são coplanares.
Figura 2.2: Combinação linear de um vetor.
Proposição 2.1.2.(Combinação de vetores coplanares)
Vetores não nulos , e admitem uma combinação linear não trivial se, e somente se, são coplanares.
Implicação. Sem perda de generalidade, assumimos que , logo
(2.22)
o que mostra que é coplanar aos vetores e .
Recíproca. Se dois dos vetores forem paralelos entre si, o resultado segue da Proposição 2.1.1. Caso contrário, sejam e a reta paralela a que passa por . Seja, então, a interseção entre e a reta suporte de que passa por . Logo, existem tal que e . Segue que .
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